Índice
- SHOWA STAGE (1954-1975) Os dois lados da moeda
- Gojira, o drama virou monstro
- Todos contra todos
- Godzilla, o amigo das crianças
- HEISEI STAGE (1985-1995) Tentando fazer as coisas logicamente
- Aqui vamos nós outra vez...
- Godzilla 1998, Godzilla de Emmerich
- ESTÁGIO DO MILÊNIO (1999-2004)
- Millennium, cada diretor faz o que quer
Recentemente vi o trailer do novo filme Godzilla, Rei dos Monstros. Por ocasião deste retorno, achei uma boa ideia fazer um artigo sobre toda a história deste personagem, já que muitas coisas são popularmente desconhecidas sobre seus filmes e acho que poderia ser útil dar uma imagem mais genérica sobre o monstro e seu gênero cinematográfico, conhecido como Kaiju Eiga (filmes de monstros gigantes).
Falar de Godzilla é falar daquele que é possivelmente o monstro gigante com maior número de filmes por trás (perto de trinta) espalhados por mais de 50 anos. Como costuma acontecer nesses casos, o conceito original tem sido manipulado e até ridicularizado de acordo com os interesses da bilheteria, fazendo com que muitas pessoas pensem que um filme japonês é algo parecido com um episódio do Power Rangers. Um conceito parcialmente correto, já que os filmes mais populares de Godzilla (e aqueles que foram ao ar mais vezes na televisão) tendem a ser alguns dos mais ridículos e cafonas.
Para melhor explicar a trajetória desse personagem, irei discuti-lo dividindo-o pelas suas diferentes etapas cinematográficas, conhecidas atualmente como Showa, Heisei e Millenium, sendo esta última a mais recente.
SHOWA STAGE (1954-1975) Os dois lados da moeda
A fase Showa é possivelmente a mais estranha de todas, pelas mudanças que o personagem sofreu, passando de um monstro aterrorizante a um defensor da terra como pode ser. ultraman qualquer jogador.
Gojira, o drama virou monstro
Em 1954 e sob o simples nome de gojira (que seria adaptado para Godzilla para ocidentais) encontramos um filme em preto e branco, sério, sóbrio, deprimente e sombrio. Isto não é coincidência, pois Este filme tenta recriar a atmosfera vivida no Japão após sofrer as explosões da bomba atômica na Segunda Guerra Mundial., Godzilla sendo uma desculpa simples para trazer tudo isso para a tela grande.
Então a primeira parte do filme são cenas que nos mostram um rastro de destruição, hospitais cheios de feridos e pessoas contaminadas pela radiação, peixes mortos boiando no mar e outras situações semelhantes. Isso ficará em segundo plano quando finalmente aparecer o responsável, um monstro aquático de origem pré-histórica que aparentemente sofreu mutação por bombas atômicas, conferindo-lhe um tamanho maior e poderes bastante destrutivos, sendo o mais conhecido de todos o seu sopro atômico.
Godzilla será combatido com todos os tipos de armas sem efeito, sendo o destruidor de oxigênio (uma arma criada acidentalmente pelo Dr. Serizawa) a única possibilidade de detê-lo. Porém, o criador da arma tem medo de utilizá-la, pois se ela se tornar pública certamente acabará sendo utilizada em guerras, podendo levar ao extermínio da espécie humana.
Como você pode ver, este filme está muito longe da imagem atual de Godzilla e dos filmes de monstros gigantes em geral. Por mais que exista um monstro destruindo coisas, o conceito de tudo gira em torno das guerras e suas consequências, dando a este filme um toque diferenciado acima de todos os outros. Esse toque dramático não deve ter sido popular nos Estados Unidos, onde o filme foi cortado retirando algumas cenas e acrescentando cenas próprias, tornando-se um produto mais genérico, que por sinal, fez muito sucesso. Godzilla, o Rei dos Monstros, nasceu.
Todos contra todos
O segundo filme de Godzilla (Godzilla Contra-Ataca) não demorou a chegar, saindo alguns meses depois. Este filme seria o primeiro da série onde veríamos lutas entre monstros. Sem nos dar muitas explicações sobre sua origem, aparecem 2 monstros diferentes, uma espécie de dinossauro blindado (Anguirus) e o conhecido Godzilla. Por não possuírem a arma que foi usada contra Godzilla na primeira vez, o exército é inútil contra os monstros, que não hesitarão em se confrontar, destruindo tudo que encontrarem.
A fórmula funcionou muito bem, então em 1962 chegou algo que poderia ter se tornado um dos melhores crossovers de toda a história do cinema: King Kong x Godzilla.
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/King-Kong.jpg)
O conceito de confrontar o macaco gigante com o sauriano japonês é fantástico, embora fosse necessário equalizar o potencial de ambos os monstros (Kong é muito menor e mais fraco que Godzilla), como fizeram neste filme, criando um Kong enorme com habilidades um tanto particulares, como absorver eletricidade para ficar mais forte (conceito que vem de restos de roteiros que o diretor tinha em mente e que acabou dando origem a filmes como Frankenstein conquista o mundo qualquer Guerra de Gargântuas).
Se ver um King Kong movido a eletricidade lhe parece estranho, é melhor não ver o filme, pois apesar de ter dois monstros muito populares e ser o primeiro filme colorido de ambos, o resultado final é alucinante. O mesmo diretor que fez o primeiro filme dramático e sombrio de Godzilla nos oferece um filme totalmente paródico com momentos estúpidos e hilariantes que acabam ficando entre o riso e a vergonha. Porém, o filme foi um sucesso de bilheteria, por isso a empresa responsável pelo sauriano radioativo (Toho) decidiu continuar com o mesmo conceito.
Assim, decidiram colocar Godzilla contra os outros monstros da empresa, sendo a mariposa Mothra a primeira a dar o passo em 1964. O mesmo aconteceu com os filmes em que aparece Rodan, outro monstro da empresa de seu próprio filme (conhecido na Espanha como Os filhos do vulcão) que fará uma aparição para ajudar Godzilla a derrotar aquele que seria seu maior inimigo e nêmesis nesta fase, o dragão de três cabeças do espaço sideral: Rei Ghidorah, em Ghidorah, o monstro de 3 cabeças (1964).
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/Destroy_all_monsters_poster_001-718x1024.jpg)
Neste ponto a saga torna-se uma sucessão de aventuras coloridas, com lutas entre dois ou mais monstros e com uma trilha sonora impecável (obra do gênio Akira Ifukube) onde Godzilla deixa de ser o monstro mais malvado de todos, pois não hesita em se tornar "o monstro bom" toda vez que aparece um monstro pior que ele, resultando em filmes tão divertidos e divertidos quanto Godzilla Vs Monstro-Zero (1965).
Porém, o público está cada vez mais escasso, o que faz com que a empresa tome uma decisão difícil de entender: reduzir o orçamento dos filmes e torná-los ainda mais infantis, apresentar crianças nos papéis principais e adicionar um pequeno dinossauro chamado Minya que faria sua primeira aparição em Filho de Godzilla (1967), e que possui a capacidade de se comunicar com os humanos e mudar de tamanho.
Godzilla, o amigo das crianças
Essas duas decisões acabam resultando em filmes com orçamentos cada vez menores, que reaproveitam todo o material possível de outros filmes para reduzir custos, repetindo sempre as mesmas cenas, ao mesmo tempo que as histórias beiram a estupidez absoluta. Filmes tão interessantes quanto Destrua todos os monstros (1968) onde praticamente todos os monstros da companhia reunidos, são estragados por esse reaproveitamento de cenas, fazendo com que vejamos os mesmos monstros quebrando os mesmos prédios pela segunda ou terceira vez.
Embora talvez o melhor exemplo disso seja ilha dos monstros (1969) também conhecido como A vingança de Godzilla, que tiene prácticamente media película hecha con trozos de otras y cuya historia trata sobre que el hijo de Godzilla se hace amigo de un niño al que le pegan sus compañeros de colegio, dando como resultado la que es, para mí, la peor película de Godzilla de la historia.
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/Godzilla-and-Minya.jpg)
En este momento podríamos decir que la seriedad de Godzilla ha muerto para siempre, siendo Godzilla VS Hedorah (1971) el último intento de traerla de vuelta en esta etapa, intentando darle un toque más oscuro a la saga (siendo una de las pocas películas donde vemos muertes humanas directamente) y retomando la idea original de la contaminación como origen del monstruo (cambiando la radiación de las bombas atómicas por la polución de las fabricas). Pese a que el resultado final es bastante aceptable, la película sigue aquejándose de una excesiva infantilización que seguiría coleteando en las siguientes películas como Godzilla Vs Gigan (1971) y un año más tarde en Godzilla Vs Megalon (que en España tuvo el engañoso nombre de Gorgo y Superman se citan en Tokio) donde también se añadió un personaje tipo Ultraman (haciendo el conjunto bastante más estúpido si cabe). Para intentar llamar la atención de un público más adulto se añade sangre a las peleas de monstruos, dando un extraño contraste, pues estos siguen teniendo unos diseños y comportamientos muy infantiles.
La saga Showa llegó a su fin en los años 70, con un público muy inferior al que había visto sus primeras películas y un notable agotamiento de ideas por parte de la compañía que no dudaba en repetir todos los monstruos posibles y usar cualquier concepto por estúpido que pareciese para una película de Godzilla (en Godzilla Vs MechaGodzilla aparecen extraterrestres que son como los simios de El planeta de los Simios).
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/gmeg.jpg)
HEISEI STAGE (1985-1995) Tentando fazer as coisas logicamente
La etapa conocida como Heisei tiene como intención volver a convertir a Godzilla en una amenaza y hacer películas con un tono más serio que lo visto en las últimas películas de Showa. En esta etapa se ignoran todas las películas de anteriores salvo la primera de todas, y se intenta seguir una coherencia entre los nuevos films, de manera que hay conceptos y personajes que están ligados entre sí.
Aqui vamos nós outra vez...
La primera película de esta etapa nos volvía a colocar en el punto de inicio, el ejército contra el monstruo gigante, si bien es cierto que no tiene el dramatismo de gojira (1954) este regreso es excelente (aunque la película peca demasiado de querer triunfar en el mercado americano, provocando un conflicto entre rusos y americanos, donde los primeros son los que terminan cometiendo un error importante para la película).
Tras la aceptación de la primera película, en Toho se tomaron unos años para hacer la secuela, que llegó en 1989 bajo el nombre de Godzilla contra Biollante. En esta película nos encontramos que se explotan conceptos que serán importantes en la saga, como el hecho de que haya humanos con la habilidad de “notar las sensaciones y sentimientos” de los monstruos o incluso de predecir su ataque. Así podemos ver cómo tras años de paz, en una escuela de niños con estas habilidades psíquicas, la maestra observa que todos están dibujando a Godzilla, señal inequívoca de que el monstruo va a volver de nuevo. En esta película se presenta a Biollante un monstruo que tiene un origen híbrido entre Godzilla, una flor y un humano, es algo extraño, pero a la gente le gustó y la película funcionó bastante bien.
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/Godzilla-Heisei-Biollante.png)
A partir de aquí Toho decidió traer de vuelta a los monstruos clásicos de la serie, el primero sería King Ghidorah, el dragón tricéfalo que tendría un enfrentamiento directo con uno de los Godzillas más peligrosos de toda la serie (en Godzilla contra King Ghidorah, 1991). En esta película se nos explica el nuevo origen de Godzilla, que si bien es muy similar al original, no es el mismo. La mezcla queda aderezada con los siempre intrigantes (y carentes de lógica) viajes en el tiempo, dando como resultado una película entretenida y muy curiosa pero con bastantes incoherencias. El siguiente monstruo en salir a enfrentar a Godzilla sería la polilla Mothra (Godzilla vs Mothra 1992) acompañada de un nuevo monstruo llamada Battra. En esta película ambas tendrán que unir fuerzas para acabar con Godzilla, obviamente, al ser una película de Mothra no faltará el sermón sobre lo malvados que somos los humanos y las consecuencias de nuestros actos. Un año más tarde vuelve a haber película de Godzilla, esta vez trayendo de vuelta a la versión robótica del saurio, MechaGodzilla (también conocido como Cybergodzilla). Resulta que para parar al Rey de los monstruos los humanos controlan una serie de vehículos especiales, siendo Mecha Godzilla el mejor y más poderoso de todos ellos. En esta película también harán acto de aparición Rodan y la nueva cría de Godzilla.
La siguiente película, en 1994 nos trajo a un enemigo nuevo (o casi, porque se parece mucho a una versión de Godzilla que aparecía en el videojuego Super Godzilla) que no era otro que Space Godzilla.
Este nuevo monstruo llegaría del espacio a la tierra para enfrentarse a su versión terráquea, y al mismo tiempo cargarse a M.O.G.U.E.R.A. (un robot proveniente de una película antigua de Toho, que ahora resulta ser usado como arma por los humanos).
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/godzilla_vs_kingghidorah_91.jpg)
En este momento podemos ver que Toho está cayendo en los mismos errores de antaño, sacan las películas con demasiada frecuencia, reciclan monstruos, descuidan los guiones y meten conceptos y personajes innecesarios.
Se decide hacer otra película que sería la última antes de dejar descansar al personaje. En 1995 llega a los cines Godzilla vs Destoroyah, haciendo un enlace directo con la primera película de toda la saga (mostrándonos escenas de ésta, incluso). El nuevo monstruo, resulta ser una mutación de diversos cangrejos que se vieron afectados por el arma usada por el Dr. Serizawa en el año 1954, el destructor de oxígeno. Por si esto fuera poco Godzilla está siendo víctima de su propia radiación interna, convirtiéndose en una especie de bomba atómica ambulante (lo que impide que el ejército pueda atacarle) con esta premisa se plantea una pelea bastante interesante y un punto y aparte en la carrera del personaje antes de que los derechos caigan en manos americanas.
Godzilla 1998, Godzilla de Emmerich
Al ser una película americana, no entra en ninguna de las etapas pero me veo obligado a comentarla debido a que es una de las pocas que los occidentales hemos podido ver en cine.
Pese a que en las películas de Godzilla se metían personajes americanos y se intentaban incluir escenas que buscaban la aceptación de ese público, no podemos negar que el propio monstruo es un concepto muy típico japonés, así que verlo en manos americanas iba a ser algo interesante.
El resultado final fue una película que transformaba a Godzilla en una Iguana gigante a causa de las pruebas atómicas hechas por los franceses, carente de las habilidades de su homónimo japonés, pero con la habilidad de poner un altísimo número de huevos del que saldrán sus crías.
La sensación de esta película es que tiene más relación con parque jurássico que con Godzilla. Hay tantas escenas que intentan imitar a la película de Spielberg que es imposible no compararlo. La esencia del original no existe, salvo por un par de pequeños guiños. Sin embargo, la película también tenía sus cosas positivas, los efectos especiales eran muy buenos y recaudó bastante dinero (aunque también es cierto que se gastaron mucho en publicidad y por lo tanto no hubo mucha ganancia). Pese a ello, la opinión general de esta película es bastante negativa por los motivos anteriormente descritos, llegando el punto de que se iba a hacer una segunda parte que nunca se rodó (pero fue la excusa para hacer una serie de animación).
ESTÁGIO DO MILÊNIO (1999-2004)
Aunque en Toho tenían pensado dejar descansar unos años a Godzilla, la película americana dejó un sabor agridulce a los fans, y al mismo tiempo consiguió volver a poner la palabra Godzilla en boca de todo el mundo. Con ese panorama los directivos de Toho vieron la oportunidad de hacer una nueva película que gustase al público original y al mismo tiempo aprovechar la fama restante del Godzilla americano. En la etapa Millenium se ponen en práctica muchas ideas vistas anteriormente, como enemigos clásicos o la participación de niños en las tramas, al mismo tiempo que se da un enfoque más centrado en la acción y más libertad a los directores, ya que las películas no se continúan entre sí como en Heisei.
Millennium, cada diretor faz o que quer
En el año 1999 llega a los cines Godzilla 2000, una de las películas más conocidas del monstruo, donde se ignoran todas las películas anteriores (excepto la primera) y se intenta mantener un ritmo constante entre seriedad y acción. La película gustó bastante y eso propició a que el año siguiente apareciese Godzilla vs Megaguirus, donde el monstruo se enfrentaba a una especie de libélula gigante. Esta continuación no terminó de gustar del todo, pese a que incluía algunos conceptos muy originales.
En el año 2001, Toho contrata a Kaneko, director muy popular en la época por haber hecho la nueva trilogía de Gamera que había sido un éxito, llegándose a considerar a Gamera 3 como una de las mejores películas de Kaijus de la historia. Bajo su mano nos llega la película llamada Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All Out Attack, conocida popularmente como GMK.
![[Artigo] Godzilla, o retorno do Rei dos Monstros](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2013/10/GMKPoster.jpg)
Como se puede ver por el título regresan la polilla y el dragón de 3 cabezas, que formaran un trío con Baragon (un dinosaurio proveniente de la película Frankenstein conquers the World) para poder acabar con Godzilla, que ha resucitado de su tumba de la que no salía desde el año 1954. Y es que en esta película, Kaneko ignoró todas las anteriores y se montó su propia historia, haciendo que Ghidorah, Mothra y Baragon sean monstruos mitológicos que han de detener al monstruo malvado, al mismo tiempo que la historia es seguida por una reportera japonesa que está intentando dar la noticia de su vida. Pese a ser considerada una de las mejores películas de Godzilla y tener un apartado técnico sobresaliente en casi todo el film, hay que decir que el guion es tremendamente básico y repetitivo incluso para el estándar de Godzilla. Convertir a los monstruos en seres mitológicos es la excusa de Kaneko para sus películas (hizo lo mismo con la trilogía de Gamera) y la utilización de una periodista como protagonista humano nos recuerda a la versión americanizada de Godzilla 1954, e incluso al Godzilla de Emmerich de 1998.
La saga Millenium continuó sin Kaneko, trayendo de vuelta a la tercera versión MechaGodzilla (ahora también llamado Kiryu) en dos películas que se enlazan entre sí, Godzilla vs Mechagodzilla (2002) y Tokyo S.O.S. (2003) ambas del director de Godzilla vs Megaguirus obteniendo un resultado decente, pero sin llegar a tener la atención del público ni el nivel técnico que tuvo la película de Kaneko.
Al año siguiente Godzilla cumpliría los 50 años y se pensó en hacer la última película de la etapa Milenium con motivo de esa celebración, así nació Guerras Finais de Godzilla (2004), la última película de Godzilla hasta el momento.
Final Wars fue una película que contó con un presupuesto muy superior al de las películas anteriores, permitiéndose así la aparición de muchos monstruos y el uso de efectos especiales de gran calidad.
Esta película nos presenta un mundo futurista donde hay decenas de monstruos que batallan contra los humanos, que pilotan vehículos especiales para tal uso. La solución a esta confrontación llega de la mano de unos extraterrestres que ofrecerán una alianza a los humanos a cambio de librarles de los monstruos (como ya sucedia en Showa). Obviamente, nada es lo que parece y terminaremos viendo como un pequeño grupo de humanos prefiere liberar al monstruo más peligroso de todos (Godzilla) antes que ceder ante los extraterrestres.
Guerras Finais de Godzilla es un increíble homenaje a toda la historia de Godzilla y de otras películas de Toho, ya que aparecen monstruos y vehículos de diversas películas, llegándose a utilizar el Godzilla americano enfrentándolo al japonés (dejando clara la opinión que tienen los japoneses del monstruo americano, generalmente conocido simplemente como Zilla).
Sin embargo, en el momento en el que el director decidió hacer un homenaje a toda la historia de Godzilla tuvo que tomar una decisión: ¿Qué hacemos con las partes ridículas de la historia de Godzilla, las ignoramos o las incluimos? La decisión fue incluir mitad y mitad, haciendo que la película pase de tener escenas de acción de gran calidad a encontrarnos con el primer hijo de Godzilla que se ha hecho amigo de un niño (homenaje a la olvidable Godzilla Revenge). La cosa no quedará ahí ya que se juntará a Godzilla con 3 de sus aliados en las películas antiguas para dar una de las escenas más estúpidas de toda la serie, ¡un improvisado partido de futbol usando a Anguirus como pelota!
La inclusión de estas partes ridículas que te sacan totalmente fuera de la película, es uno de los motivos por el cual Final Wars no tuvo la aceptación que se esperaba. Supongo que, aunque hay que admitir que la película es un buen resumen de toda la historia del personaje, hay cosas que la gente prefiere no recordar.
Actualmente estamos a la espera de la nueva película de Godzilla. Los pocos detalles que se han visto prometen una película seria y llena de acción, esperemos que esta vez el Rey de los Monstruos nos vuelva a enseñar su cara más terrorífica sin caer en los errores del pasado.
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