[HorrorScience] Halloween II (1981)

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Tempo de leitura: 8 minutos
Qualificação
dia das bruxas 2
Ano
1981
Duração
92 minutos
Diretor
Rick Rosenthal
Distribuição
Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Charles Cyphers, Jeffrey Kramer, Lance Guest, Gloria Gifford, Pamela Susan Shoop, Nancy Stephens
Roteiro
John Carpenter, Debra Hill

Após o intervalo ocorrido para a comemoração do Ano Novo, continuo com este ciclo dedicado ao Capitão James T. Kirk da nave Enterprise em seu papel de serial killer e perseguidor de meninas, especialmente Jamie Lee Curtis.

Sim, eu já sei que o nome dele é Michael Myers e que ele usa máscara, como eu poderia não saber? Mas a piada foi fácil, já que a máscara de Myers é uma máscara do ator William Shatner, que interpretou o Capitão Kirk em Star Trek, como observei na seção de curiosidades do análise do dia das bruxas.

Já estamos em 1981, três anos após a estreia da bem-sucedida primeira parte, e desta vez o diretor também muda (algo que se repetirá ao longo de toda a saga) com o então estreante Rick Rosenthal assumindo o comando, no que seria sua primeira experiência como diretor de cinema. Ah, mas não se preocupe, não muda muita coisa porque os roteiristas continuam os mesmos do anterior, os criadores do monstro: John Carpenter e Debra Hill. Sabe-se também que Carpenter ajudou a dirigir o novo Rosenthal, embora não apareça como tal nos créditos.

Dia das Bruxas II É a sequência direta de dia das bruxascontinuando a história exatamente onde a primeira parou, na noite de 31 de outubro de 1978, enquanto Laurie Strode é levada às pressas para o Haddonfield Memorial Hospital após ser atacada por Michael Myers.

Dr. Loomis continua sua busca por seu paciente (Myers), a quem Ele atirou nele 6 vezes, fazendo-o cair de uma varanda., e ainda assim, quando Loomis desceu as escadas e saiu de casa para chegar ao local onde Michael caiu, ele já havia desaparecido.

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[HorrorScience] Halloween II (1981)
Laurie Strode e Dr.

Esta sequência repete alguns dos recursos estéticos da primeira parte, como as cenas que utilizam uma combinação inteligente de luzes e sombras em ambientes predominantemente escuros, e as câmeras em primeira pessoa do ponto de vista do assassino. A cena que comentarei a seguir tem esse tipo de câmera, como na primeira cena do primeiro filme, onde vimos em primeira pessoa como um menino, que mais tarde descobriremos ser Michael Myers, esfaqueou sua irmã até a morte. Agora a situação é diferente: Michael entra em uma casa, rouba uma faca da cozinha, sai e continua andando pelo bairro e depois entra em outra casa, onde uma jovem está falando ao telefone com uma amiga e diz que está sozinha em casa porque seus pais estão fora, até que em determinado momento ela ouve barulhos, deixa o telefone para ir ver o que está acontecendo e acaba sendo assassinada por Myers. E é nessa casa que Michael descansa um momento para se recuperar dos ferimentos, antes de sair novamente para procurar Laurie e terminar o que começou no filme anterior.

[HorrorScience] Halloween II (1981)
Myers continua à espreita nesta segunda parte

Enquanto isso acontece, Loomis está com Brackett patrulhando a vizinhança em busca de Myers,e vemos que o Dr. tenta convencer o xerife que seu paciente ainda está vivo e por aí e que ele não é humano, pois atirou nele 6 vezes e ele ainda se levantou e saiu como se nada tivesse acontecido, e o xerife não acredita que ele atirou nele 6 vezes e acha que ele errou os tiros, além de acusá-lo de ter largado seu paciente, que se revelou perigoso. É num ponto desta discussão que Loomis diz a Brackett para parar o carro e foge em busca de um indivíduo que parece ser Michael. Ao tentar atirar nele, ele briga com o xerife que o impede de atirar, mas um carro da polícia atinge o suspeito que estava no meio da rua, o arrasta consigo e acaba batendo em um caminhão que aparentemente estava cheio de explosivos porque assim que ele toca, ele explode e o caminhão, o carro da polícia e o corpo que se suspeita ser Myers pegam fogo, embora nós, como espectadores, saibamos que não é e que a vítima é um jovem que estava fantasiado para o Halloween. Mais tarde, Loomis e Brackett se encarregam de verificar o que já sabemos, e o jovem morto, chamado Ben Tramer, acaba sendo mais uma vítima de quem ninguém cuida.

[HorrorScience] Halloween II (1981)
O pobre inocente que foi queimado até a morte

Laurie Strode já está internada, foi sedada e descansa. Uma das enfermeiras que a levou na ambulância a conhece, e parece que ele não só gosta dela, mas também tem sentimentos por ela, então ele não tem ideia melhor do que agir como um galante amigável, oferecendo-se para trazer algo para ela beber e conversar com ela, enquanto a enfermeira-chefe fica encarregada de repreendê-lo o tempo todo, porque ela precisa que seu paciente descanse e fique calmo.

Na rua vemos todo tipo de gente andando, e passa um daqueles personagens tão fashion nos anos 80 que andava com um rádio enorme no ombro, mas em vez de ouvir techno estava ouvindo as notícias no rádio, em que informavam que havia uma sobrevivente do assassino chamada Laurie Strode, 17 anos, que foi levado ao Haddonfield Memorial Hospital. Nesse mesmo momento esse cara se depara com Michael Myers, que já estava de volta à rua procurando por Laurie e chegou bem a tempo de saber da notícia, então vai imediatamente para o hospital.

[HorrorScience] Halloween II (1981)
Laurie não tem escolha a não ser continuar fugindo de Myers.

Dia das Bruxas II Continua com muito sucesso a história da primeira parte, e parece que ambos foram um único filme dividido em duas partes. Aqui serão revelados mais alguns detalhes sobre Myers, sobre por que ele persegue Laurie Strode e sobre suas origens estão relacionadas ao Samhain e ao ocultismo, o que nos dá uma vaga explicação para sua aparente invulnerabilidade. É um filme bem feito, com cenas muito sombrias mas tecnicamente impecáveis, e um complemento indispensável ao primeiro.

Alguns detalhes curiosos:

  • Rosenthal, o diretor desta segunda parte, disse que teve que trabalhar com todas as limitações que tinha por ser uma continuação direta da primeira parte, mantendo a estética e até a mesma equipe de atores. Ele teve que imitar o estilo visual do filme anterior e queria fazer mais um thriller do que um filme de terror. O aumento de cenas de sangue e nudez em comparação com dia das bruxas Isso se deveu a uma decisão de Carpenter, que na pós-produção do filme disse que o filme não o assustou o suficiente e decidiu dirigir algumas cenas extras e mudar outras para ficar mais ao seu gosto. Isso não agradou Rosenthal, que reclamou e o acusou de estragar seu filme.
  • Carpenter e Hill, os criadores da história, queriam ambientar esta sequência alguns anos após os acontecimentos da primeira, fazendo com que Myers fosse em busca de Laurie para sua nova casa. Mais tarde, em reuniões tiveram que conversar sobre o roteiro, este foi alterado para continuar diretamente o filme anterior e fazer com que Myers fosse em busca de Laurie diretamente ao hospital.
  • Neste filme os produtores investiram uma quantia consideravelmente maior em comparação com o anterior (US$ 2,5 milhões contra US$ 325 mil), e até pensaram em fazê-lo em 3D, mas depois decidiram que não poderiam fazê-lo primeiro porque o 3D era muito caro, e segundo porque muitas das cenas do filme são muito escuras e não podem ser filmadas em 3D nessas condições, algo que eles não queriam mudar porque acreditam que "na escuridão é onde o mal se esconde".
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