[Encontro…] Carioco

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Tempo de leitura: 8 minutos
Nome
Carioca
Outros apelidos usados
O maluco Carioco
Primeira aparição
Pequeno Polegar #112 (1949)
Criador
Carlos Conti

Até agora nesta seção, já existem alguns personagens que não se destacam exatamente por sua sanidade. eu já falei sobre Federico Anormal, aquele geek estereotipado que leva suas esquisitices a níveis tão altos que ultrapassam em muito os limites da demência. Talvez alguém também se lembre Hugo Estranho aquele psiquiatra que paradoxalmente atua como um cientista maluco, e sua marca registrada é sua obsessão doentia por Batman, seu arquiinimigo. E o que dizer sobre Don Patch, aquela bola laranja e lutadora do absurdo tão instável emocionalmente que muda de identidade, inclusive de sexo e de espécie, a cada momento que passa. Mas apesar dos exemplos citados, e por mais que fizéssemos, a lista nunca estaria completa sem um dos loucos mais queridos de Bruguera, aquele que representa a loucura personificada. Quero dizer Carioca, o personagem de Carlos Conti que viu a luz do dia na revista Pulgarcito na reta final da década de 1940.

O maluco Carioco

A primeira história em quadrinhos do nosso protagonista maluco marca o início de suaprimeira etapade 1949 a 1953. Isto é o mais interessante, do meu ponto de vista, porque é o original, o mais autêntico. É aqui onde opersonagem mostra toda sua demência, tal como foi concebido pelo seu autor. Toda a primeira história em quadrinhos estava transbordando de loucura por todos os lados, não apenas pelo título, O maluco Carioco, mas pelo pôster de busca e captura de um “maníaco perigoso” por quem é paga uma suculenta recompensa. Nesta primeira aventura vemos um homem de meia idade, vestindo terno e gravata volumosa, nariz proeminente, cabelos extremamente desgrenhados que olhou teimosamente para cima e um rosto excessivamente expressivo (mesmo pelos parâmetros de Bruguera), um claro indício de seu desequilíbrio mental, que demonstrará com suas ações.

[Encontro…] Carioco
Primeira aparição do Carioco.

Sem dúvida, é o seu carácter, as suas ações e o seu modo de vida que lhe conferem aquele caráter peculiar dos seus primeiros anos. Em primeiro lugar, e devido à sua doença mental, ele é confinado em um hospício (centros de detenção para doentes mentais, muito menos humanitários que os atuais hospitais psiquiátricos), dentro dos quais tem um estatuto algo ambíguo e contraditório. Supostamente ele é um preso que está estritamente proibido de sair de casa, e muitas vezes o veremos escapando disso viver aventuras malucas (trocadilho intencional). Em outros nós o vemos saia dessa com total tranquilidade, até mesmo se despedindo do guarda, ou pintando a porta do hospital psiquiátrico sem ser submetido a muita vigilância. Alguns membros da equipe médica até pedirão favores por causa da confiança que depositam em suas habilidades pessoais. Em certos quadrinhos veremos você diretamente no mundo exterior ou em sua casa, algo que se tornará cada vez mais frequente até sair do asilo permanentemente.

[Encontro…] Carioco
Carioco não costuma se conformar com seu destino e prefere fugir do asilo.
[Encontro…] Carioco
Ai de quem tentar zombar dele.

Além desse detalhe, é o seu ccomportamento delirante e irracional aquele que melhor define o Carioco daquela época. Sua razão alterada por sua doença mental (seja ela qual for, pois nunca será especificada) o levará a fazer e dizer coisas que nunca ocorreriam a uma pessoa sã. Desta forma, o veremos montar numa tartaruga, pescar com espingarda e caçar com vara, ou enfrentar fantasmas e esqueletos vivos sem sequer hesitar. É claro que raramente o veremos ser perigoso para os seus concidadãos, apesar do sinal. Pelo contrário, vamos vê-lo bastante solícito quando se trata de salvar uma senhora em perigo ou de animar uma criança chorando. Tudo isso não significa que quando ele é enganado, seus dons artísticos sejam desprezados (hobbys que ele nunca abandonará) ou que ele seja incomodado por alguma coisa, traga à tona o seu lado mais agressivo, vingativo e raivoso. Mesmo na hora de se apaixonar, ele apresentará comportamentos extremos, como quando tentou cortejar a bela Lolita, uma das poucas personagens da série que aparece em mais de uma história em quadrinhos.

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[Encontro…] Carioco
As táticas que ele usa para flertar não são muito ortodoxas.

O são Carioco

A partir de 1953, seus quadrinhos foram intitulados simplesmente como Carioca. Tal como ocorreu na sua fase inicial, esta constituiu uma declaração de intenções, embora neste caso ao contrário, ou seja, tendo em conta a “normalização” do personagem (às vezes é sugerido que ele foi reabilitado). Na verdade, nesta longa etapa, que chega até os anos 70, presenciamos um processo frequente nos personagens de Bruguera, o da distorção das abordagens originais da série.

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Una de sus principales facetas es la de inventor.

En esta ocasión, Carioco hará gala de un carácter mucho más sosegado y cabal, aunque también ingenuo, despistado y atolondrado, fuente de frecuentes equívocos y percances (especialmente fatales a la hora de buscar o mantener un trabajo, entre otras cosas), así como un carácter apocado e inseguro que le hará granjearse la fama de tonto y, ocasionalmente, ser blanco de abusos y estafas por parte de sus semejantes. Conservará su afición por las bellas artes, la literatura y la naturaleza, lo que reforzará su introspección y creatividad. De esta última cabe destacar su faceta de inventor, cuyas creaciones suelen tener un al resultado. No obstante, permanecerán en él algunos rasgos neuróticos y un poco maniáticos, como su carácter sugestionable y aprensivo (por ejemplo, bastará que oiga alguna noticia de accidentes de avión para que decida no montar en uno), además de un exagerado pensamiento supersticioso, siempre proclive a consultar horóscopos y a evitar señales de mal agüero.

Por último, y a modo de curiosidad, merece la pena citar que la conciencia que tiene de sí mismo llega hasta el punto de pulverizar la cuarta pared. No sólo es conocedor de que es un personaje de Pulgarcito y actúa como si esa fuera su profesión, algo en franca contradicción con sus constantes búsquedas de empleo ya mencionadas, sino que a veces le veremos yendo a entregar sus historietas a la editorial como si él fuera el autor, a pesar de las ocasionales referencias a Conti, su creador.

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La superstición desmedida es una de sus principales excentricidades.

Curiosamente, fue entonces cuando Conti desplegó toda su personalidad a nivel de grafismo, incluyendo a su protagonista. Su dibujo pasó a caracterizarse por su carácter esquemático, lineal y minimalista, condensando las formas en unos pocos trazos. En Carioco, se manifestó en untraje de diseño muy sencillo, casi un conjunto de triángulos yuxtapuestos, unos cabellos reducidos a unas pocas líneas que parten del cogote para formar en el flequillo una especie de “cortinilla” y una nariz que casi constituye un círculo cerrado.

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El grafismo de este nuevo Carioco es bastante peculiar.

Conclusão e recomendações

Carioco comenzó sus andanzas como el personaje más loco del Pulgarcito de entonces. Recluido en un sanatorio mental del que solía escapar, su conducta delirante y del todo impredecible proporcionaba una frescura y una capacidad sorpresiva extraordinaria a sus aventuras. Con el tiempo, estos rasgos se fueron atemperando hasta culminar en su completa “normalización”, con la consiguiente pérdida de su seña de identidad más destacada. Eso sí, siempre conservará una pequeña porción de excentricidad, aunque más cercana a la de una especie de genio incomprendido al que todos (incluso él mismo) toman por tonto.

Es poco lo que puedo recomendar sobre la creación de Conti, pues ocurre con él algo similar que con otros personajes de notable fama y longevidad pero que contaron con un apoyo de la editorial casi nulo. Hay que irse muy atrás en el tiempo para enocntrar recopilatorios de sus historietas pueblicadas en Pulgarcito.De la colección Magos del lápiz sólo existe una (sin numerar, 1949). Cuenta con la ventaja de que corresponde con la etapa del Carioco más auténtico (auténticamente loco).

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EmMagos de la risa (1949-1951)sí fueron publicados más. En concreto cuatro:Bromas espectrales(#3),El tesoro embotellado(#17),Un paseo en la India(#22) y¡Qué mundo este!(#32).

[Encontro…] Carioco
Magos de la risa #32.

Habría que esperar más de medio siglo para ver otro volumen del personaje de Conti, y como no podría ser de otra forma, tenía que ser la ya varias veces mencionada colección Clásicos del Humor de RBA, lo que de nuevo dice mucho de la dejadez de su editorial original.

[Encontro…] Carioco

Y si lo que queréis es ver a Carioco en movimiento y haciendo gala de su faceta de inventor, os vuelto a remitir al “Carioco y su invención”, del Primer Festival de Mortadelo y Filemón (1968: Estudios Vara,1969), del que ya hablé en el artículo de Sra..

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