Os fliperamas clássicos eram um negócio bem pensado porque prendiam o jogador com uma jogabilidade viciante que o fazia querer esticar ao máximo a moeda que o jogo havia custado. Por ser um negócio, os jogos costumavam ter uma dificuldade bastante elevada (em alguns arcades as máquinas ficavam diretamente no nível de dificuldade máximo) fazendo com que o jogador tivesse que investir mais moedas para poder ver além de onde parou.
Embora essa era (para o bem ou para o mal) já tenha passado, ainda existem jogos que podem te fisgar da forma mais simples e ao mesmo tempo oferecer-te um desafio que te dá vontade de jogar cada vez mais. Hoje vou falar sobre um desses jogos, Gaurodan, de Locomalito (desenvolvedor de jogos independente que publica seus jogos gratuitamente em seu site).
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Gaurodan é uma homenagem ao cinema de monstros gigantes (especialmente ao Rodan) e também alguns jogos antigos como Choplifter qualquer Defender (embora ao contrário do que aconteceu nesses jogos, aqui não teremos que salvar ninguém). Tudo no jogo É feito de uma forma que lembra um fliperama de meados dos anos 80, então desfrutaremos de gráficos pixelados e música chiptune.
A história nos coloca nas Ilhas Canárias onde, após um terremoto, apareceu um estranho ovo que contém o monstro Guayota. Pouco depois aparecerá um ovo contendo Gaurodan uma espécie de dinossauro voador ou ave pré-histórica que destruirá tudo que encontrar até encontrar Guayota já que segundo lendas locais Ambos são inimigos naturais.
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Em cada nível teremos um certo número de objetivos para destruir (eles marcam para nós no lado esquerdo da tela) mas geralmente há mais objetivos, para que possamos ganhar pontos extras e nos divertir um pouco mais. Entre nossos objetivos estão o exército (tanques, aviões, navios de guerra, bombardeios) e edifícios (que às vezes nos darão um power up para aumentar o poder de fogo de Gaurodan ou restaurar parte de sua vida). Em certos níveis também teremos que enfrentar monstros gigantes que atuarão como chefes e testarão nossos reflexos e nervosismo.
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Gaurodan pode atacar com dois tipos de tiro, um deles sempre vai em linha reta (e é ideal para voar inimigos que vêm em nossa direção) e o outro na diagonal para baixo. Se virarmos da esquerda para a direita e usarmos o tiro diagonal, Gaurodan poderá atirar diretamente para baixo, algo útil para terminar de destruir edifícios, mas arriscado se quisermos atacar a artilharia do exército.
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O jogo não é muito longo (depois de dominá-lo, durará cerca de 30 minutos), mas para completá-lo você terá que gastar horas e horas, porque terá que completá-lo de uma só vez e só temos uma barra de vida (que não será recarregado no final de cada nível). Os primeiros níveis serão relativamente fáceis, mas assim que assumirmos o controle o jogo começará a aumentar a dificuldade e veremos nosso personagem cercado por tiros inimigos que teremos que evitar para que não arranhem um único arranhão em nossa barra de vida sagrada.
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A jogabilidade é viciante, mas como teremos que pressionar continuamente os botões de tiro (acabaremos exaustos depois de um jogo intenso) É aconselhável usar um controlador em vez do teclado. Alguns controladores que experimentei não são compatíveis com o jogo, porém os controladores com fio do Xbox 360 funcionam sem problemas.
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Após 11 níveis onde destruiremos cidades, eliminaremos monstros gigantes e desenvolveremos um tique nervoso ao olhar nossa barra de vida quando ela estiver muito baixa, poderemos contemplar o final do jogo. Se tivermos encontrado todas as bananas escondidas (em clara referência às famosas bananas das Ilhas Canárias) podemos desfrutar do Banana Ending, que é um pequeno acréscimo no final com a música “Mojo Picón” numa versão clássica de videojogo.
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Inicialmente possui apenas o modo de jogo principal, mas assim que ultrapassarmos um determinado número de pontos podemos jogar o modo de sobrevivência, prolongando assim a vida deste interessante jogo que recomendo a todos que desejam viver uma experiência como a dos arcades dos anos oitenta, mas sem o desgaste econômico de antigamente.

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