A Human Entertainment é uma empresa que na era 16 bits se destacou por fazer alguns dos jogos mais originais do momento. Uma boa prova disso é o jogo do bombeiro Os bombeiros, a aventura de terror gráfico Torre do Relógio ou o jogo que comentarei abaixo: SOS. (não confundir com SOS afundar ou nadar, também do Super Nintendo) um jogo aparentemente baseado no romance e no filme A aventura de Poseidon.
SOS. (conhecido no Japão como Norte) é um dos jogos mais raros do catálogo do Super Nintendo e ao mesmo tempo, é um jogo que não seria possível em nenhum dos consoles do momento, exceto o de 16 bits da Nintendo.
A razão para isso é porque um dos truques técnicos do Super Nintendo (conhecido como Modo 7) era usar uma imagem como palco e girá-la ou modificá-la à vontade para dar sensação de profundidade e movimento. Com o modo 7, mapas, zooms, circuitos de jogos de corrida, inimigos gigantes e diversas deformações foram feitas nas telas de título, entre muitas outras coisas.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-Titulo.png)
No SOS o modo 7 não foi utilizado para algo secundário, mas sim foi tomado como inspiração e base para todo o jogo, pois todo o palco gira enquanto tocamos, algo que hoje não impressiona nada, mas na sua época era único, tanto quanto o jogo em si.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-movimiento.gif)
A história deste jogo é sobre um enorme navio chamado Lady Crithania que devido às ondas fortes acaba afundando no meio do mar. Do terrível acidente assumimos o controle de um dos quatro protagonistas (um médico, um marinheiro, um arquiteto e um conselheiro ou padre, dependendo da versão que você joga) que sobrevivem ao momento em que o navio vira devido às ondas, cada um deles tendo uma história e localização diferente dentro do navio no momento da catástrofe.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-Tsunami.png)
A história dos personagens seria secundária em qualquer outro jogo, mas neste caso influencia o desenvolvimento, pois enquanto tentamos sair da nave encontramos sobreviventes, alguns deles mais importantes que outros para o nosso protagonista (por exemplo, não é a mesma coisa para um personagem encontrar sua esposa e para um estranho), modificando assim o final do jogo dependendo do número e da importância das pessoas que salvamos.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-ayudar.gif)
Cada vez que encontramos um personagem podemos ignorá-lo, falar com ele ou ajudá-lo (caso precise de ajuda) alguns deles nos seguirão com decisão, outros ficarão consternados com o acontecimento e precisarão de mais tempo, a isto devemos acrescentar que algumas das pessoas que encontramos podem estar feridas e serão, portanto, mais lentos e mais frágeis quando se trata de nos seguir na nossa fuga. O jogo nos dá total liberdade na hora de ajudar os personagens ou não secundário, embora como já disse, dependendo do que fizermos veremos um final ou outro.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/sos-2.png)
Como o navio está de cabeça para baixo e continua inundando, com o passar do tempo veremos que todo o cenário range e balança, de modo que uma área do barco que pode ser inacessível a princípio pode ficar completamente plana conforme o barco vira depois de alguns minutos de jogo. Isso afetará também as partes inundadas do navio, que vão modificando os caminhos e enchendo-o aos poucos. O horário real de partida afeta o movimento do navio, por isso teremos que estar atentos às suas curvas e inclinações para podermos passar por áreas aparentemente inacessíveis. neste jogo É totalmente normal rastejar na parede ou no teto, agarrando-se ao pé de uma escada ou qualquer situação que de outra forma desafiasse a gravidade, pois o barco não para de se mover de um lado para o outro enquanto afunda.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-andar-por-las-paredes.png)
Do momento da catástrofe até o fim do jogo teremos 60 minutos reais para tentar sair do navio (sozinho ou acompanhado). Nosso personagem não pode morrer, mas toda vez que fizermos alguma loucura (como cair de uma altura alta) ele ficará inconsciente e se nos restarán minutos de tiempo. Al cumplirse la hora, el Lady Crithania quedará totalmente hundido y tendremos solo unos pocos segundos para intentar bucear hacia la salida, de lo contrario acabaremos en el fondo del mar junto con el enorme barco.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/sos-12.png)
Como cada personaje empieza en una parte diferente del barco, recorreremos diferentes caminos dentro de él y encontraremos diferentes supervivientes con cada uno de ellos hasta llegar a las zonas comunes. Debido a que no tenemos ningún mapa del barco, habrá que usar los que están repartidos por el barco como guía, lo cual dificulta algo la exploración, pero aumenta el realismo y la tensión de cada partida (que de por sí ya son bastante grandes gracias al tiempo límite y a la música catastrófica).
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-mapa.png)
Nuestros personajes son personas normales y solo pueden saltar, abrir puertas y poco más, no hay súper poderes, no hay nada excesivamente exagerado y el juego en sí, pese a tener jugabilidad de un juego de plataformas, es bastante limitado en cuanto a saltos por parte de nuestros humanos protagonistas, que solo podrán hacer saltos exageradamente largos aprovechando la inclinación del barco a su favor.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-Fuego.png)
No se puede decir que sea un juego fácil o accesible, ya que nos deja movernos libremente por el barco (teniendo en cuenta su movimiento y la zona en la cual estamos) y es posible que acabemos hartos de acabar en callejones cerrados y tengamos que perder el tiempo volviendo sobre nuestros pasos para buscar otro camino.
![[Tocando…] SOS – Septentrion](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2017/10/SOS-Game-Over.png)
Debido a todo ello, SOS. no es un juego que se le pueda recomendar a todo el mundo, pero al mismo tiempo vale la pena ser probado solo por lo original de su propuesta y la seriedad con la cual está plasmada, algo no demasiado habitual en el mundo de los videojuegos.

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