Qual é o jogo que mais te irritou? Você já jogou seu controle no chão e gritou com a televisão depois de perder todas as suas vidas em menos de 1 minuto? Você odeia aqueles jogos cuja curva de dificuldade sobe de um nível para outro sem aviso prévio? E aqueles que são mais difíceis no modo para dois jogadores do que no modo um?
Quando ouço qualquer uma dessas perguntas, não consigo deixar de pensar em um popular jogo de NES lançado em 1991: sapos de batalha.
Essa suposição espancá-los desenvolvido pela Rare e estrelado por sapos antropomórficos musculosos Ele foi responsável por fazer uma geração inteira chorar, já que muitos dos jogadores nunca completaram o terceiro nível, Turbo Tunnel, onde dirigimos motocicletas velozes em um cenário cheio de pedras que nos mataram no primeiro golpe.
A sua dificuldade era injusta e mal ajustada, mas era um grande jogo e é considerado um dos melhores do enorme catálogo da NES. Seu sucesso fez com que mais jogos Toad fossem lançados em vários consoles, a maioria deles sendo versões do primeiro jogo ou versões alternativas dele.
Em 1993 a Rare lançou uma sequência do jogo original para Super Nintendo Battletoads em Battlemaniacs. A introdução do jogo nos mostrou o Professor T.Bird ensinando um novo tipo de tecnologia aos protagonistas. Mas algo vai dar errado porque um porco montado em um dragão sequestra dois dos espectadores (Zitz e Michiko) e retorna ao mundo de onde veio. Sem pensar duas vezes, Rash e Pimple vão atrás dele para resgatar seus companheiros.
A história não é muito original (lembre-se que no primeiro sapos de batalha eles sequestraram Pimple e Angélica) mas não importa, no final das contas estamos diante de um jogo de ação.
Pressionamos o botão Iniciar e depois escolha se queremos que os jogadores 1 e 2 possam bater um no outro ou não (algo muito necessário e uma das grandes novidades e melhorias deste jogo em relação ao anterior) encontraremos o nosso Battletoad num mundo vulcânico habitado por porcos e esqueletos.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-cabezazo.png)
Quão bons foram os 16 bits para Battletoads! Foi a primeira coisa que pensei quando vi o tamanho e a aparência de Pimple, que agora era o personagem padrão do jogador 1, enquanto Rash é para o jogador 2 (se quiser jogar com Rash no modo 1 jogador, basta iniciar o jogo individual usando o segundo controle).
A melhoria gráfica não está apenas no sprite do personagem, mas em quê (ao contrário dos jogos anteriores e até de alguns posteriores) os dois personagens são totalmente diferentes. Pimple é grande, forte e ataca usando muitos dos golpes clássicos de sapo (cabeçada com chifre, sapato gigante, punho gigante) enquanto Rash é menor e mais leve e também estreia muitos golpes (chute de machado, tapa de Kung Fu...). Parece bobagem, mas se levarmos em conta que muitos jogos recorreram ao reaproveitamento do personagem principal de outra cor sem diferenciá-lo na aparência ou na jogabilidade, você entenderá porque estou feliz.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-BOSS-cerdo.png)
Se você ficar admirando o visual, alguns porcos e esqueletos vão te dar uma boa surra, então é hora de dar um soco na cara de tudo que se move, desviar de fragmentos de lava jogados por um vulcão, pular tiras que se abrem no chão e derrotar um porco de pedra gigante. É assim que os Battletoads fazem!
Segunda fase… uma árvore oca, nossos protagonistas descerão por ela evitando plantas carnívoras e moscas-robôs. A tela lembra um pouco o segundo nível do jogo original, mas a jogabilidade é bem diferente, já que o disco em que estamos pode ser usado como arma para eliminar inimigos. Terminada a fase encontramos um nível Bônus, ideal para ganhar algumas vidas.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-Arbol.png)
E o que vem a seguir? Pois bem, com certeza o último nível que muitas crianças que compraram este jogo viram: a fase da motocicleta, o Turbo Tunnel. Mais uma vez, Battlemaníacos Assemelha-se ao jogo NES, tornando um terceiro nível muito mais difícil que os outros dois, e a fase é praticamente a mesma, exceto em algumas seções.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-Turbo-Tunnel.png)
Mas se vocês são veteranos, com prática e gritando para a televisão, conseguirão completá-la e chegar à quarta fase, que é... Snake Pit? Outra fase baseada em um dos NES?
É verdade, as cobras estão lindas e o nível de desenvolvimento é diferente, mas... O que acontece nos escritórios da Rare? Por que repetem fases do NES após um início promissor? Você não consegue pensar em mais níveis?
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-Snake-Pit.png)
E aqui vamos deixar o rastreamento por níveis, já que o resto das fases deste jogo são versões novas (ou não tão novas) daquelas vistas no sapos de batalha do NES, com a única mudança de que neste jogo há menos níveis do que no de 8 bits (é claro que também não há Warps para pular fases).
É bastante curioso que após uma renovação total da seção gráfica (lembre-se que o sapos de batalha Mega Drive/Genesis é um remake do NES e seus sprites são refeitos usando a base dos de 8 bits) nos encontramos com um jogo tão carente de inventividade jogável. Entendo que incluíram uma ou duas fases do jogo NES para nos deixar nostálgicos (e odiados), mas... foi necessário incluir 5 ou 6? Acho que não, realmente.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-rata-sierra.png)
O pior de tudo é que Battletoads em Battlemaniacs É um jogo bonito, colorido e divertido, mas A extrema semelhança de seus níveis com os do jogo original faz com que pareça muito chato e tira sua personalidade.. Esta semelhança é um pouco mais acentuada pela existência neste jogo de alguns dos defeitos mais graves do jogo anterior, como a curva de dificuldade inexistente que nos faz passar de um nível acessível para um abruptamente malicioso e letal ou o facto estúpido de Se você jogar em duplas e um jogador perder todas as suas vidas, ambos começarão do início do nível.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-BONUS.png)
Este raciocínio leva-me a perguntar-me: será Battletoads em Battlemaniacs un mal juego?
No, para mí no lo es, tiene un apartado técnico muy bueno, su música es excelente (que bien le sienta la Super Nintendo a las músicas de los Battletoads), y disfruto mucho cuando juego o por lo menos disfruto hasta que mis habilidades como jugador chocan con la dificultad de algún nivel concreto. Curiosamente esa respuesta es la misma que daría en caso de que me preguntasen por el primer sapos de batalha de NES, lo cual me deja bastante confundido.
Parece ser que los de Rare, tras haber lanzado varios ports del sapos de batalha original para Mega Drive/Genesis y Game Boy y un par de juegos nuevos de la saga, que a su vez también tomaban prestados muchos conceptos propios del primero de NES para Game Boy y Game Gear, aun tenían ganas de continuar reutilizando las mismas ideas para un juego más, que quedaría como híbrido de los anteriormente mencionados, ni es un remake, ni es un juego totalmente nuevo, es una secuela tremendamente continuista.
![[Jogando…] Battletoads em Battlemaniacs](https://combogamer.com/wp-content/uploads/2016/09/Battletoads-in-Battlemaniacs-carrera-rata.png)
Dicho todo esto, quizás os sorprenda que Battletoads em Battlemaniacs me parezca un juego muy recomendable y que lo que más me moleste sea su estúpida dificultad (algo clásico de la saga). La falta de originalidad con la que tanto me he explayado no es un problema demasiado grave, pero quería comentarla porque visto en perspectiva demuestra una cosa que a veces olvidamos y no nos gusta recordar: Rare, al igual que otras muchas compañías, era adicta a copiarse y repetir elementos en sus juegos y que en muchas ocasiones anteponía el apartado gráfico a las novedades jugables, con todo lo bueno y malo que ello conlleva.
Em todo o caso, recomiendo que los fans del sapos de batalha original echen una partida a Battletoads em Battlemaniacs de Super Nintendo pues son ellos los que más pueden disfrutar de este juego. Y si echan de menos los 8 bits, también pueden encontrar una versión reducida y recortada, desarrollada por Syrox Developments y lanzada para Master System en Brasil.

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