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Trem Fantasma(2025), também conhecido comoFantasma da Estação Gwanglim, é um filme de terror coreano dirigido por Tak Se-woong que adota o formato de antologia envolto em uma história moderna. Um YouTuber de terror, desesperado para reconquistar seguidores, decide investigar uma estação de metrô de Seul famosa por seus acidentes inexplicáveis e suicídios recorrentes. O que começa como uma busca por conteúdo viral se transforma em algo muito mais sombrio quando o chefe da estação lhe conta uma série de histórias arrepiantes que parecem muito reais. O filme explora a obsessão pela fama digital, o peso das lendas urbanas e como o passado enterrado sempre encontra uma forma de retornar, tudo dentro do ambiente claustrofóbico e cotidiano de um metrô que qualquer um poderia reconhecer.
O YouTuber e a estação que guarda segredos
A trama começa com Da-kyung, uma criadora de conteúdo de terror que vê seu canal afundar enquanto uma rival de beleza ganha milhares de visualizações com vídeos superficiais. Pressionada pelos números e pela sua própria ambição, Da-kyung escolhe a Estação Gwanglim como alvo, um verdadeiro local em Seul conhecido pelo seu elevado índice de incidentes estranhos. Lá ele conhece o chefe da estação, um homem cansado e resignado que concorda em lhe contar diversas histórias do que presenciou ao longo dos anos.
Cada história funciona como um capítulo independente, mas conectado pela temporada. Fala-se de suicídios que se repetem na mesma plataforma, com vítimas que parecem atraídas por uma força invisível. Outra segue um morador de rua que descobre uma máquina de venda automática amaldiçoada, capaz de fazer as pessoas desaparecerem por dinheiro fácil, uma história que mistura imagens perturbadoras com um senso de justiça distorcida. Outro ainda foca uma mulher que sofre de dismorfia corporal e acaba sendo perseguida por uma entidade que reflete seus próprios complexos de forma literal e aterrorizante. O filme se dedica a essas histórias, contadas com uma mistura de encenações dramáticas e depoimentos do chefe da estação, dando a sensação de ouvir verdadeiras lendas urbanas ao redor de uma fogueira subterrânea.
Da-kyung escuta fascinada a princípio, convencida de que tem material para um vídeo viral que a salvará. Mas à medida que a noite avança, os limites entre as histórias e a sua própria realidade começam a confundir-se. A estação, com suas luzes fluorescentes bruxuleantes, corredores vazios e o eco constante dos trens que parecem nunca parar, torna-se um personagem vivo. O filme utiliza o espaço real do metrô para gerar autenticidade, fazendo com que o terror pareça próximo e possível em qualquer viagem noturna por Seul. Se você leu meu HorrorScience emA Estação Fantasma, você notará que há muitas semelhanças entre essas histórias. Coincidência?
À medida que as histórias avançam, Da-kyung torna-se cada vez mais envolvido. Grave entrevistas, revise imagens de segurança e retorne noite após noite para obter mais detalhes. O chefe da estação, inicialmente relutante, acaba compartilhando histórias que parecem tiradas de um livro de fantasmas, mas com detalhes tão específicos que fica difícil acreditar que sejam apenas lendas. O filme cria tensão através dessas histórias entrelaçadas, cada uma adicionando uma camada de desconforto e fazendo a estação parecer um lugar vivo, com vontade e memória próprias.
Como o terror é construído na vida cotidiana
O filme evita o excesso de sangue e foca na sugestão, embora algumas cenas de visão consigam ser perturbadoras. O ritmo é tranquilo, priorizando a atmosfera em vez dos sustos fáceis, permitindo que o medo cresça organicamente à medida que Da-kyung se aprofunda no mistério.
A história principal avança paralelamente às histórias contadas, com Da-kyung experimentando suas próprias anomalias que a fazem duvidar de sua sanidade. O filme utiliza o espaço real deEstação Oksupara criar autenticidade, fazendo com que o terror pareça próximo e possível em qualquer estação de Seul. O final ambíguo e aberto convida a múltiplas interpretações, desde um comentário sobre a obsessão pelos conteúdos digitais até uma alegoria de como o passado sempre encontra uma forma de retornar.
Na minha opinião, Ghost Train funciona bem quando se concentra em construir a atmosfera dentro da estação e contar suas histórias diretamente, mas perde força quando tenta unir tudo em uma conclusão que parece apressada. Não é o filme mais original do ano, mas é aquele que sabe aproveitar um local do quotidiano para gerar um verdadeiro desconforto. Se você gosta de antologias de terror asiáticas com um toque de lenda urbana, esta edição cumpre o que promete sem grandes surpresas.

Curiosidades sobreTrem Fantasma
- A Estação Gwanglim existe na vida real em Seul (Estação Oksu) e há anos gera lendas urbanas sobre fantasmas e acidentes.
- O roteiro é inspirado no webtoonEstação Oksu Fantasmade Horang, que se tornou viral por suas histórias de terror baseadas em rumores reais, e é a razão pela qual existem tantas semelhanças entre este filme e o japonêsA Estação Fantasma.
- O diretor incorpora elementos de crítica social, como a obsessão pelas visualizações no YouTube e a insegurança no trabalho, que se refletem no personagem Da-kyung.
- Foi filmado em locações reais de metrô e cenários construídos para recriar corredores e plataformas com grande detalhe.
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