[Encontro…] Apolônio

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Tempo de leitura: 6 minutos
Nome
Apolônio
Primeira aparição
A Balada do Norte #1 (2015)
Criador
Afonso Zapico

Os anos trinta do século XX foram extremamente turbulentos a nível político e social em toda a Europa, e Espanha não só não foi excepção, como é o país do extremo oeste onde as lutas de classes ganharam maior visibilidade. Por um lado, estavam as massas populares que subsistiam nas condições mais miseráveis ​​e alimentavam um movimento operário (tanto nos seus ramos políticos como sindicais) em constante expansão.

Por outro lado, e nos antípodas do anterior, uma minoria dominante que possui a maior parte das terras, da indústria, da banca e, no caso da Igreja, dos dogmas de fé difundidos do púlpito e das salas de aula. Guardavam zelosamente os seus privilégios seculares, razão pela qual eram extremamente hostis às tímidas mas importantes reformas que o governo republicano progressista tentava implementar (que, na realidade, representavam os interesses das classes com menor força política no país, isto é, da camada intermédia da sociedade: a pequena e média burguesia). A vitória eleitoral de 1933 do fascista CEDA e dos liberais do Partido Radical (inclinados para a direita na altura) pareceu devolvê-los ao seu desejado status quo...

É neste momento que nos veremos totalmente imersos em A balada do norte, a história em quadrinhos de Afonso Zapico, sobre o qual falaremos sob o prisma de Apolônio, um de seus personagens mais proeminentes.

Capataz da mina de Montecorvo

Apolônio é um homem de meia-idade com uma constituição robusta, com cabelos escuros cobertos por boina, bigode e barba mal cuidada. No geral, sua grosseria na aparência e no caráter é um verdadeiro reflexo da mineiro médio da época. O seu tratamento pode ser duro e, por vezes, duro e severo, mas em última análise, e como veremos, as suas melhores qualidades são a sua simplicidade e humanidade.

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Como capataz da mina de carvão da fictícia cidade asturiana de Montercorvo. Portanto, a sua posição dentro do complexo é relativamente vantajosa. Dirige o trabalho diário na mina e é particularmente rigoroso com aqueles que, pela sua juventude, não assimilaram as regras de comportamento no trabalho. Apesar de seu proximidade de tratamento e habilidades de liderança Fizeram-no respeitado por todos, não só pelos trabalhadores, mas também pela média direção do complexo, entre os quais costuma interceder.

[Encontro…] Apolônio
Apolonio pode ser muito rígido, por boas razões.

Suas responsabilidades também incluem cuidar das principais propriedades da mina, como o chaves de armazém de dinamite, o que será exigido pelos personagens mais inclinados à revolução. Este, embora nunca lhe ocorresse traí-los, recusa volta para entregá-los. Pelo menos, inicialmente...

[Encontro…] Apolônio
A princípio, ele se recusa a dar as chaves aos revolucionários.

Revolucionário circunstancial, marido e pai

E o personagem com o qual estamos lidando é, acima de tudo, um homem simples o que via de regra evita ter mais complicações do que o necessário. Ele está farto do seu trabalho na mina e no trabalho agrícola com o qual complementa os seus meios de subsistência (pelo menos tem um pequeno curral com vacas leiteiras e galinhas). No entanto, As duras condições de trabalho estão se tornando cada vez mais insuportáveis. Por mais boa-fé e diálogo que mantivesse com aqueles que apelavam aos seus superiores, eles eram inflexível com mineradores comuns. Recusaram-se mesmo a indemnizar as famílias dos trabalhadores afectados por acidentes de trabalho (mortes e ferimentos devido a colapsos, explosões, etc. eram comuns). Como se isso não bastasse, a escassez era generalizada entre as classes mais humildes.

[Encontro…] Apolônio
As autoridades são completamente inflexíveis com os trabalhadores.

Devido a esta, A indignação de Apolônio aumentou hasta que, una vez que la gota colmó el vaso, decidió entregar las llaves del polvorín a los revolucionarios y apuntarse a las reuniones secretas que organizaban sus cabecillas. Con todo, su escasa o nula trayectoria en la militancia política y su espíritu pragmático hacían que frecuentemente terminase hastiado de las discusiones bizantinas entre comunistas, anarquistas y socialistas, las tres grandes facciones que preparaban la insurrección.

[Encontro…] Apolônio
Apolonio no lleva muy bien las eternas discusiones entre las distintas facciones revolucionarias.

En lo personal, está casado con Amalia, una mujer con carácter que no duda en poner los puntos sobre las íes a su marido y cuyo trabajo está también vinculado con la mina, aunque, como el resto de mujeres, dedicado a limpiar mineral a cielo abierto. Eso sin olvidar las labores domésticas y, al parecer, su oficio en un lavadero. Ambos tienen una hija con común, Isolina, una joven inteligente, independiente y de fuerte personalidad que trabaja como empelada del hogar en la mansión del marqués de Montecorvo (dueño del complejo minero en el que trabajan), y hacia la cual Apolonio, como hombre de su tiempo, se muestra sobreprotector en extremo. La relación romántica que ésta mantiene con Tristán, hijo del marqués, promete acarrear conflictos de interés en la revolución que está por llegar.

[Encontro…] Apolônio
La sobreprotección para con su hija puede alcanzar altas cotas.

Conclusão e recomendações

Apolonio es un capataz de la mina de Montecorvo Alto. Pese a no ser lo que en la época se conocía como “revolucionario profesional” ni a tener un pasado políticamente militante, las insoportables condiciones del momento le empujaron a pasar a la acción sumándose a la célebre revolución de Asturias de 1934. Técnicamente no es el protagonista de la historia (éstos son Tristán e Isolina), aunque su papel en la historia es clave, puesto que es a través de este personaje como conoceremos las condiciones extremas de la vida en las minas y de cómo se va fraguando la insurrección.

A balada do norte es una novela gráfica de Afonso Zapico que retrata magistralmente y en toda su complejidad una de las épocas más olvidadas de nuestra historia reciente. Editado por Astiberri, hasta el momento existe un único tomo publicado en 2015, aunque el segundo saldrá a la venta el 28 de abril de este año, por lo que sólo habrá que esperar poco más de un mes para seguir disfrutando de esta fascinante historia cuyo final no promete ser demasiado feliz.

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