Legado de Kain: pôster da Ascensão

[Análise] Legacy of Kain: Ascendance: O retorno de Nosgoth em formato 2D que divide os fãs

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Tempo de leitura: 9 minutos
Legado de Kain: Ascensão
Data de lançamento
31/03/2026
Desenvolvedor
Bit Bot Media em colaboração com FreakZone Games
Editor
Dinâmica Cristalina
Gênero
Hack and Slash, Plataformas
Plataformas
PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Switch 2
Nossa pontuação
6.5
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Legacy of Kain: Ascendance marca o primeiro novo jogo da série em mais de vinte anos e, desde o momento em que o iniciei, ficou claro que ele tenta honrar o legado filosófico e sombrio de Nosgoth, ao mesmo tempo que assume um formato completamente diferente. Desenvolvido pela Bit Bot Media em colaboração com a FreakZone Games e publicado pela Crystal Dynamics, o título foi lançado em 31 de março de 2026 para PC, PlayStation 5, Xbox Series

O jogo permite que você controle vários personagens icônicos, incluindo Kain em sua forma de vampiro, Raziel em suas versões vampírica e humana (como líder do Sarafan) e Elaleth, um novo personagem que adiciona um estilo de jogo mais agressivo. Cada um tem habilidades únicas que parecem distintas: Kain é excelente no uso de magia e drenagem de vida, Raziel exerce o plano espectral e o tempo, e Elaleth se concentra nopressadireto. Esta variedade é um dos aspectos que mais se nota desde as primeiras horas, embora nem sempre faça com que cada personagem se sinta igualmente satisfatório em todos os cenários.

A história: um novo capítulo nas linhas do tempo fraturadas de Nosgoth

O enredo se passa como uma prequela de Soul Reaver e explora eventos em um Nosgoth cheio de reinos decadentes, ruínas assombradas e cronogramas quebrados. A narrativa é tecida através da jogabilidade, com cinemáticas animadas no estilo anime e sequências que tentam evocar a estética 3D da era PS1. O diálogo e as interações trazem de volta algumas das vozes originais, incluindo Simon Templeman como Kain e Michael Bell como Raziel, o que ajuda a conectar-se com a tradição clássica.

O foco é mostrar como as ações dos personagens influenciam o destino de Nosgoth, com temas de traição, destino e o ciclo eterno de vampiros e humanos. A história avança através de níveis que representam diferentes épocas e facções e, embora não atinja a complexidade filosófica dos jogos originais, consegue manter o interesse revelando peças do quebra-cabeça à medida que você explora. Alguns momentos conseguem transmitir aquela sensação de tragédia inevitável que caracterizou a saga, mas no geral a história parece mais um acompanhamento da ação do que o centro emocional do jogo.

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A jogabilidade: movimento vertical, combate fluido e plataformas exigentes

O núcleo do jogo é um jogo de plataforma de ação 2D em ritmo acelerado que dá muita ênfase ao movimento vertical. Você pula, sobe, plana e usa habilidades de vampiro para navegar por níveis que combinam plataformas precisas com combate contra grupos de inimigos e chefes. O combate é direto e baseado em habilidades: cada personagem possui um conjunto de ataques básicos e especiais que podem ser encadeados, com um sistema de drenagem de vida que recompensa o risco alimentando-se de inimigos caídos.

O movimento parece fluido muitas vezes, especialmente quando você domina as combinações de salto e habilidades. No entanto, a precisão exigida em certas seções de plataforma pode se tornar frustrante, especialmente quando os controles não respondem com a precisão necessária ou quando as hitboxes inimigas parecem inconsistentes. Os níveis são desenhados com um bom número de segredos e rotas alternativas, convidando à reexploração, mas a repetição de certos padrões de inimigos e a falta de variedade em algumas seções fazem com que a experiência pareça menos fresca depois de algumas horas.

A progressão é baseada no desbloqueio de novas habilidades e atualizações que são aplicadas a diferentes personagens, permitindo que você experimente diferentes construções. Ainda assim, o equilíbrio geral é de altos e baixos: alguns chefes exigem que você aprenda padrões específicos e reaja rapidamente, enquanto outros são resolvidos de forma mais mecânica e previsível. O jogo é relativamente curto (cerca de 4-6 horas para a história principal), o que faz com que pareça uma experiência compacta em vez de uma grande aventura épica.

Estilo visual e atmosfera: uma mistura de estilos que gera opiniões divididas

A seção visual combina pixel art retrô para a jogabilidade principal com cinemáticas animadas no estilo anime e algumas sequências que tentam recriar a estética 3D da era PS1. Esta mistura cria um contraste interessante que alguns consideram atraente pela sua natureza nostálgica, mas outros consideram incoerente ou pouco polido. Conte-me entre os últimos. Além disso, nunca gostei daquele estilo de animação em Flash com personagens que respiram com o corpo inteiro (eles inflam e desinflam e/ou se movem de forma estranha).

Os cenários apresentam ruínas desmoronadas, reinos decadentes e paisagens escuras que transmitem o tom sombrio de Nosgoth, embora às vezes os planos de fundo e os efeitos não aproveitem totalmente as capacidades atuais. A atmosfera é construída através da escuridão constante, música ambiente e encontros com criaturas e vampiros.

O jogo alcança momentos onde a sensação de estar em um mundo antigo e amaldiçoado é perceptível, mas a execução visual nem sempre mantém essa imersão de forma consistente. O desempenho varia de acordo com a plataforma, embora no PC possa ser ajustado para uma experiência mais suave e funcione perfeitamente em dispositivos como oAliado Xbox Rog.

[Análise] Legacy of Kain: Ascendance: O retorno de Nosgoth em formato 2D que divide os fãs

Som e trilha sonora: um acompanhamento que homenageia o legado

A trilha sonora, composta por Celldweller, incorpora elementos eletrônicos e orquestrais que combinam com o tom sombrio da saga. Os temas acompanham bem os momentos de exploração e combate, embora em alguns níveis a repetição seja perceptível. A dublagem traz de volta parte do elenco original, o que ajuda a conectar com os fãs, mas as atuações nem sempre transmitem a mesma intensidade dos jogos clássicos.

Os efeitos sonoros fazem seu trabalho no combate e na exploração, com golpes, saltos e habilidades que soam impressionantes, embora o conjunto geral não se destaque acima de outros títulos do gênero.

[Análise] Legacy of Kain: Ascendance: O retorno de Nosgoth em formato 2D que divide os fãs

Opinião pessoal: Um retorno esperado que deixa sentimentos contraditórios

Legacy of Kain: Ascendance é uma tentativa sincera de trazer a saga de volta depois de mais de duas décadas e, de várias maneiras, consegue capturar um pouco do espírito mitológico sombrio de Nosgoth. A variedade de personagens jogáveis ​​e o foco no movimento vertical proporcionam momentos divertidos, e a presença de vozes clássicas gera nostalgia imediata. Porém, a execução apresenta problemas claros: o combate pode se tornar repetitivo, os níveis nem sempre aproveitam bem a mecânica e a mistura de estilos visuais gera uma sensação de incoerência que prejudica a imersão.

O jogo parece mais um spin-off compacto do que uma grande continuação épica, e sua curta duração combinada com alguns problemas de equilíbrio e polimento significa que fica aquém das expectativas de muitos fãs da série. É uma proposta que mostra respeito pela tradição (embora mude as coisas e force outras...) e oferece ação rápida, mas as suas limitações técnicas e de design fazem com que pareça um regresso incompleto. Ele sofre da síndrome do "Príncipe da Pérsia".

Se você é um fã obstinado de Legacy of Kain, vale a pena conferir para ver como o universo se expande, embora com expectativas ajustadas. Para quem o aborda pela primeira vez, pode servir como uma leve introdução ao mundo de Nosgoth, embora não transmita toda a profundidade filosófica e narrativa que caracterizou os jogos originais.

Legacy of Kain: Ascendance é um novo capítulo em Nosgoth que deixa você querendo mais

Legacy of Kain: Ascendance está disponível para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Switch 2 e PC. É um título que tenta reviver uma saga querida com uma abordagem diferente, e em alguns aspectos consegue entreter com sua ação vertical e seus personagens conhecidos. Ainda assim, as suas irregularidades no combate, variedade e coerência visual fazem com que o retorno pareça mais modesto do que muitos esperavam. Se você decidir se aventurar neste novo capítulo, prepare-se para uma jornada rápida, mas de altos e baixos. Me conta nos comentários qual personagem você mais gostou ou se algum chefe te obrigou a repetir diversas vezes!

Legado de Kain: pôster da Ascensão
Legacy of Kain: Ascendance: O retorno de Nosgoth em formato 2D que divide os fãs
🥳 O melhor
A trilha sonora de Celdweller e algumas das músicas originais aparecem
A dublagem, especialmente com os atores originais
😕 Para melhorar
A jogabilidade carece de variedade de movimentos
Os inimigos se repetem demais
O novo personagem é bastante dispensável
Os sprites são um pouco feios
6.5
Tudo bem
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