Nos últimos anos, o mundo dos quadrinhos e das histórias em quadrinhos espanholas teve um boom e, entre todos os autores, um dos mais proeminentes é o valencianoPaco Roca. Desde que iniciou sua jornada neste mundo há pouco mais de duas décadas, Paco Roca não fez nada além de alcançar o sucesso, e não é surpreendente que quatro de suas obras já tenham sido levadas às telas (Rugas, 2011. Memórias de um homem de pijama, 2018. fortuna, 2021. a casa, 2022). Embora tenha começado com quadrinhos eróticos para diversas revistas, logo daria o salto para os quadrinhos, publicando na França em 2001. Foi lá onde publicaria Rugas em 2007 e graças ao sucesso obtido, conquistou um lugar no mundo dos quadrinhos, do qual não saiu.
VOLTAR AO ÉDEN
Embora aborde temas diversos, Paco Roca é famoso por suas obras históricas e cotidianas. E é apenas nas duas questões que ele se concentra. Retorno ao Éden.
Este trabalho nasceu de uma fotografia de 1946 na praia de Nazaré, Valência. É uma das três fotos que ele guarda da avó materna e, graças a ela, ela vai nos contar sobre a vida deste família humilde em pleno pós-guerra.
Vamos vê-los passar pela miséria, fazer compras no mercado negro, sofrer. Tudo isso focado nas mulheres da casa, que suportam tudo e não podem dizer nada. É uma história sobre eles: sobre o que lhes foi negado, o que se esperava deles, o que podiam ou não fazer.
Mas é também uma ode à memória, aos nossos antepassados. A história começa do nada, no nosso tempo fugaz neste mundo, onde as memórias são o mais importante. Assim, enquanto nos mostra a história da sua família, vemos fotografias antigas que nos transportam ainda mais longe, para uma época passada.
Com o seu estilo característico de linhas e cores simples, transmite perfeitamente as emoções, não só da sua família, mas da maioria daquele período da nossa história. E foi isso que fez de Paco Roca o grande autor que é: com histórias simples e tradicionais, com personagens comuns, faz você amar e ter empatia por cada um deles, e transforma a história mais simples em algo extraordinário.
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O FAROL
A primeira vez que li algo de Paco Roca foi O Farol. Não me lembro como ou porque acabei com um exemplar desta novela gráfica, mas estou extremamente grato por ter descoberto este autor, que acompanho desde 2009.
Foi nesse ano que uma nova versão do O farol. A primeira vez que viu a luz seria em 2005, mas desta vez alguns diálogos, vinhetas e a capa mudaram. Será a terceira banda desenhada que publica e a primeira a mostrar-nos aquele estilo que o caracteriza. Desenho simples e cores planas mas com uma força narrativa imensa.
A história segue Francisco, um jovem soldado republicano que, fugindo do horror da guerra, chega a um farol. Lá conhecerá Telmo, o velho faroleiro que lhe mostra um mundo de liberdade e imaginação. através dos clássicos Sinbad, Ulisses ou Gulliver. Toda uma série de referências incluindo Dom Quixote, já que Telmo nada mais é do que um homem movido pela ilusão de histórias clássicas à espera da sua aventura, não em La Mancha mas no mar. E aos poucos ele envolverá Francisco em seu mundo de fantasia.
Mesmo estando no meio de uma guerra civil, a trama não gira em torno dela.. Apenas o suficiente para nos colocar nessa situação. Fala-se de guerra, sim, mas poderia ser qualquer guerra. Na verdade, só precisamos desses dados para saber sobre o protagonista. Nada mais.
O farol foi desenhado com apenas três cores: preto, branco e azul acinzentado: a cor do mar que nos guiará por todos os sentimentos ao longo da história.
Como Paco Roca sempre faz, uma história simples a priori, com apenas dois personagens, que esconde muito mais: em cada plano, em cada diálogo, em cada referência. Sem dúvida, uma história em quadrinhos maravilhosa.
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RUGAS
Sem dúvida falar sobre Rugas, es hablar de la obra culmen de Paco Roca. Allá por 2007 publicaría en Francia dicha novela gráfica, la cual tuvo un éxito rotundo. Y no es de extrañar. En noviembre de ese mismo año se publicaría en España y, en 2008, en Italia. Llegaría a varios países más como Alemania, Finlandia, Japón y Holanda.
Tal fue el éxito abrumador que, en 2011, se llevaría a la gran pantalla de la mano de la productora coruñesa Perro Verde Films. Por supuesto, estuvo nominada a los Goya de mejor película de animación y mejor guión adaptado, y fue preseleccionada para los Óscar.
Pero ¿qué hace que Arrugas guste tanto? Estamos ante un relato sobre el Alzheimer. Su protagonista es Emilio, un anciano que padece esa enfermedad y debe vivir en una residencia donde conocerá a variopintos personajes.
Con tal trama, se puede llegar a pensar que es un auténtico drama de lágrima fácil. Nada más lejos de la realidad. Entramos de lleno en un relato que nos sumerge en la vida de Emilio y nos muestra cómo la enfermedad va y viene por medio de unas viñetas perfectamente construidas, que van del pasado al presente de los personajes, haciendo de la narración algo ameno.
Pero, por supuesto, no todo gira en torno al alzheimer. Es una historia sobre la vejez, sobre los ancianos y la soledad a la que la mayoría tienen que hacer frente. Pero, sobre todo, es un canto a la vida, no querer rendirse y seguir luchando.
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O ABISMO DO ESQUECIDO
Diciembre de 2023 nos trajo la última novela gráfica de Paco Roca: El abismo del olvido.
Como ya hemos visto, un tema recurrente en su obra es la guerra civil y posguerra. Esta vez junto al periodista Rodrigo Terrasa nos llevan a un viaje entre el pasado y el presente de aquellas personas que desean encontrar a sus seres queridos en las fosas comunes. El eje principal es Pepica, una anciana que quiere recuperar y dar correcta sepultura a su padre José Celda, fusilado en 1940 junto a diez hombres más en Paterna, Valencia. Ella será última persona en conseguir una subvención para poder desenterrar a su padre. Con ella y los arqueólogos encargados de la fosa común 126, iremos conociendo no sólo a otros de los fusilados, sino el gran trabajo del sepulturero Leoncio Badía, quién daba a todas las viudas trozos de ropa o incluso pelo, como en el caso de José Celda, de todos los fusilados y, sin saberlo, setenta años después ello ayudaría a los arqueólogos a identificar algunos cuerpos.
Al igual que en sus últimos trabajos, hablamos de una historia real, con personajes reales. Rodrigo Terrasa es quien inicia esta historia por 2013, cuando entrevista a Pepica para el periódico El Mundo. Años mas tarde habla con Paco Roca para llevar a cabo la novela gráfica de la odisea de la mujer para enterrar con dignidad a su padre.
Gracias a la gran labor de investigación de Rodrigo Terrasa y, como es costumbre, la magistral manera de Paco Roca de llevar la historia, con su ya habitual sencilla paleta de colores, cada página es una torbellino de sensaciones y testimonios desgarradores.
Para acabar, permitidme haceros un pequeño spoiler: Al igual que algunos restos no pudieron ser identificados hay otros que sí lo fueron pero que no quedan familiares vivos que les reclamen y que por desgracia, volvieron a la fosa. Así pues Paco Roca decide no dibujar a Manuel Gimeno Ballester y poner su foto (última imagen del post), ya que, al fin y al cabo, esta novela gráfica no solo va de quienes luchan para recuperar a sus familiares, sino de todos aquellos que se encuentran en esas fosas. Para que nunca caigan en el olvido.
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A CASA
Este año a casa de Paco Roca vuelve a estar en boca de todos gracias a la película homónima de Alex Montoya basada en la novela gráfica del valenciano.
Como es habitual en Paco Roca, nos lleva por un relato costumbrista y cercano donde nos habla, entre pasado y presente, de tres hermanos que se juntan para limpiar y vender la casa de su padre tras su fallecimiento. A través de ellos tres, veremos la relación entre ellos, así como con el padre.
De forma sencilla y con unos diálogos muy bien construidos, nos meternos de lleno en esta familia, que bien podría ser la nuestra propia. Cosa que, como ya hemos visto, Paco roca hace perfectamente bien en todas y cada una de sus historias. No sólo consigue que empaticemos con todos los personajes, sino que nos ofrece una historia, a priori simple, pero que oculta mucho más.
Una obra que habla de la vida y la muerte, que nos propone empatizar con nuestros congéneres y ser, al fin y al cabo, mejores personas.
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