[Encontro…] Golias

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Tempo de leitura: 8 minutos
Nome
Golias
Outros apelidos usados
Quebra-nozes
Primeira aparição
Capitão Trovão #1: Com sangue e fogo! (1956)
Criadores
Víctor Mora, Miguel Ambrósio (Ambrós).

Um dos maiores legados da extinta editora Bruguera está nos personagens que deram nome a toda uma escola de quadrinhos nacional, caracterizada por gráficos simples, tema humorístico pontilhado de piadas e contos independentes, que tiveram sua publicação mais famosa na revista Pulgarcito. Mas sua produção também incluiu outro de estética realista e formato serial caracterizada por seus finais cheios de suspense, geralmente apressados, como estratégia para fazer o leitor querer saber o desfecho da próxima edição.

Alguns desses quadrinhos gozaram de grande fama e longevidade significativa. Especificamente, há um que se destaca entre todos eles e cujo eco ressoa até hoje. estou falando sobre Capitão Trovão, cujo protagonista, que dá nome à série, é a personificação viva do ideal de cavalaria medieval: a fé cristã inquebrantável, a vocação para ajudar os desamparados de forma totalmente altruísta, o tratamento honroso, piedoso e magnânimo do inimigo derrotado, o cavalheirismo para com as damas e, claro, habilidades de combate impecáveis. Porém, desta vez vou apresentar outro personagem menos perfeito e mais “humano” em termos de caráter. Quero dizer Golias, um dos amigos e companheiros inseparáveis ​​do capitão.

Eles me chamam de “Quebra-nozes”

[Encontro…] Golias
Primeira aparição de Golias.

O nome Golias vem diretamente do gigante bíblico de origem filisteu que foi derrotado pelo israelita David, e a verdade é que o honra. Este é um homem de alto e muito corpulento, com cabelo curto e escuro, barba e remendo que cobre seu olho caolho. Ele está vestido com um túnica listrada curta cor variável dependendo do colorista, embora fosse o cor azul com o qual ele se tornou famoso. A primeira vez que pudemos vê-lo foi no primeira aventura de Capitão Trovão, logo após o aparecimento do protagonista, enquanto observava com seu outro grande amigo, o jovem Crispín, o duelo titânico que o capitão iria travar contra o próprio Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra e líder da expedição cristã que, no âmbito da Terceira Cruzada (1189-1192) se preparava para reconquistar Jerusalém. Mas esse papel de espectador passivo não duraria muito. Ele logo entraria em ação, o que se tornaria uma constante ao longo da aventura.

[Encontro…] Golias
Esta é uma de suas técnicas favoritas.

O gigantesco amigo do capitão Trueno é um lutador nascido. Na verdade, é um de seus dois principais hobbies, e ele pode entrar em depressão se passar longos períodos sem desferir golpes. E a verdade é que em combate é um vendaval e tanto. É capaz de derrotar tropas que o superam em número várias vezes (sejam sarracenos, vikings, africanos nativos ou ameríndios, asiáticos ou cristãos “desgarrados”, não importa), fazendo com que o terror e a confusão se espalhassem por toda parte. Isto se deve (além de sua grande força) aos recursos quase ilimitados que utiliza. Além disso, possui seu famoso porrete, que às vezes chama de "toma-toma", e é capaz de arrancar postes e utilizá-los para esse fim, agarrando inimigos para jogá-los sobre outros ou, diretamente, utilizando-os para abrir caminho, ou empregando a técnica que lhe valeu o apelido: bata com os punhos ou, melhor ainda, colida as cabeças de dois (ou mais!) inimigos para nocauteá-los. Nessas lutas ele sempre parece feliz e despreocupado, cantarolando “eles me chamam de Quebra-Nozes”  qualquer brincando às custas de seus oponentes quando consegue derrotá-los.

[Encontro…] Golias
Nem mesmo quatro cavalos puxando em direções opostas são capazes de acabar com Golias.
[Encontro…] Golias
Golias como o capitão o conhecia.

Durante certo tempo, os leitores da série não sabiam há quanto tempo remonta a amizade e aliança no campo de batalha, que se supõe ser muito longa, entre os três membros do grupo. Só na edição 218 é que, com Golias em perigo de morte, um preocupado e nostálgico Capitão Thunder relembra, em forma de flashbacks, o primeiro encontro entre os dois personagens em sua juventude. Como costumo evitar entrar em detalhes para convidar o leitor a ler os quadrinhos por si mesmo, direi apenas que graças a isso saberemos que Golias vem de origens humildes como lenhador, e que o encontro com o Capitão significará um antes e um depois em sua vida, dedicando-o desde então à defesa dos fracos e oprimidos. Também saberemos como Crispín foi parar aos seus cuidados. Desde então, sua lealdade ao capitão e aos demais amigos foi inabalável, chegando ao extremo de ser disposto a sacrificar sua própria vida se necessário, como ficará evidente em diversas situações de vida ou morte.

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[Encontro…] Golias
El gigantón deja perplejos a todos los cocineros.

Dos párrafos atrás dije que la lucha es una de sus dos aficiones principales. En este apartado voy a hablar someramente de la otra, que es la comida. Si algo define a Goliath, es por su glotonería. El apetito es un mal que rara vez parece abandonarle, y no dudará en hacerlo notar a viva voz. No debe extrañarnos, pues, que decida llenar su estómago cuando tenga la menor oportunidad, incluso si se encuentra en mitad de una batalla (ya comenté que incluso puede llegar a usar la alimentos o utensilios de cocina en el combate). Resulta imbatible en los concursos de comida, derrotando a los comedores más consumados. Su plato favorito es la vaca asada (“vaquitas”, como las suele llamar) algo que le dará bastantes problemas cuando se encuentre en tierras hindúes, donde suele provocar la ira de los lugareños, que las consideran sagradas.

[Encontro…] Golias
Goliath carece de títulos nobiliarios, pero ya se los pone él.
[Encontro…] Golias
Adiós a su imagen de tipo duro.

Otro rasgo fundamental de este personaje estriba en su carácter simpático y su buen corazón. Como esbocé en el apartado anterior, se trata de unp ersonaje vivaz y jovial, siempre dispuesto a las bromas exentas de malicia, usualmente rematadas encarcajadas. Tampoco repara expresar muestras exageradas de afecto o gratitud. Asimismo, posee una serie de muletillas muy características, destacando la famosa “¡por el gran batracio verde!”. Todo ello hará de él un personaje bastante entrañable y todo un alivio cómico que, desgraciadamente, se irá exagerando paulatinamente hasta adquirir un carácter casi bufonesco (gags desencadenantes de situaciones ridículas y hasta degradantes para el propio personaje, una gesticulación totalmente histriónica que le da un aspecto un tanto bobo, etc.), aunque seguirá conservando sus conocidas virtudes e incluso hará alarde de astucia, ganando una relativa autonomía del Capitán en determinados momentos de algunas aventuras. Este fenómeno coincide con la evolución del argumento de la serie en su conjunto, el cual pasó de un de tono serio inicial, e incluso casi oscuro en ciertos tramos, a otro con una mayor cantidad de tintes cómicos, hecho que tiene su correlato en un grafismo más simple y relativamente caricaturizado.

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En el último tramo de la serie el personaje es tan expresivo que parece un tanto bobo.

Conclusión y recomendaciones

Goliath, un fornido guerrero y uno de los mejores amigos del Capitán Trueno, se ha ganado un sitio de honor entre los personajes más famosos del cómic español gracias a su fuerza portentosa, su entrañable simpatía y su cómica glotonería. Si bien el Capitán mantuvo hasta el final su estatus de protagonista absoluto e indiscutible, tanto el gigantón como Crispín dispondrán de sobradas ocasiones para demostrar su valía e incluso para salvar el pellejo de su amigo en más de un lance.

Para el caso concreto de Golitah, las recomendaciones las voy a circunscribir a las aventuras clásicas de la serie de Capitão Trovão publicadas por la editorial Bruguera entre 1956 y 1968, más concretamente los cuadernillos de historietas o comic book, iniciado por la Colección Dan y continuado por Super Aventuras, y para precisar aún más, alrededor de la primera mitad, es decir, antes de que lo convirtieran en un bufón. Esto se debe no sólo a que son las más famosas, y por tanto las más fáciles de encontrar en el mercado de segunda mano, sino porque, esta vez sí, la actual Ediciones B ha cumplido sobradamente con esta serie y existen reediciones en formato facsímil, que agrupan los 618 cuadernillos en 13 tomos, así como nuevas ediciones de la serie Trueno Color de finales de los 60 (eso sí, todavía van por el 12 de un total de 298, y avanza muy parsimoniosamente).

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Primer cuadernillo de El Capitán Trueno.
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