A essa altura já falei muito sobre o arquétipo do protagonista da série televisiva.Bruguera. Ele é, acima de tudo, o personagem frustrado por excelência, aquele que nunca (ou muito raramente) consegue o que se propõe e a caricatura e antítese do herói dos quadrinhos. Esse padrão se repete independentemente da identidade do personagem em questão, e ainda mais se visa satirizar uma figura de sucesso. Esta regra também não escapa. Anacleto, agente secreto, de Vázquez (embora neste caso pareça que foi uma paródia de paródia, já que o próprio autor disse que se inspirou no Super Agente 86 em vez de James Bond).
O agente secreto que “nunca falha”
Exteriormente, o personagem Anacleto cumpre o que promete. Apesar de sua constituição esbelta, Sua aparência é a de um verdadeiro agente secreto pela sua aparência jovem e pela sofisticação que advém da sua estética, com a sua característica smoking preto, camisa branca e gravata borboleta. Seu estilo é completado com seu eterno charuto e suas duas ou três fechaduras (dependendo da idade do quadrinho, possui três fios de cabelo ou um inferior grosso e um superior mais fino) que se originam em sua coroa, mas se estendem para frente como um peruca. Contudo, e a título de curiosidade, importa referir que No começo Anacleto era completamente careca. Claro, muito em breve o autor o desenharia com cabelo.
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As habilidades pessoais do peculiar agente secreto de Vázquez são outra história. É verdade que, ao contrário de outras séries como Calma e Tronco (onde, como lembraremos, o fato de serem roqueiros era quase irrelevante para a história), elementos de aventuras de espionagem abundam em todos os lugares na forma de documentos secretos, microfilmes, mensagens codificadas, sapatilhas, etc. Mesmo vários dos quadrinhos que têm como pano de fundo uma temática mais cotidiana e trivial apresentam piscadelas que lhes dão a aparência de uma missão secreta. A questão é que o próprio Anacleto não é, de forma alguma, um agente modelo. Pelo contrário, e apesar do seu lema arrogante de “Anacleto nunca falha”, o personagem ingênuo, desmiolado e distraído (além de ser um dorminhoco total) tão típico dos personagens de Bruguera também o impactam. Também se destaca por um falta de jeito monumental que será acertado com o o fracasso mais retumbante de uma infinidade de casos.
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Ora, devido à descontinuidade intrínseca deste tipo de banda desenhada, em alguns deles ele demonstra uma visão considerável e uma ampla variedade de recursos para neutralizar os truques do inimigo. Isso não significa que o resultado final das aventuras mude, pois sempre haverá algo que estragou tudo, seja por algum passo em falso final ou pelo objetivo errado da missão (ou se esta se revelar absolutamente inconsequente).
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As ordens do chefe
A natureza incompetente deste espião faz dele uma dor de cabeça para seu chefe. Comumente conhecido como “chefe supremo” da agência de espionagem onde trabalha, com o tempo ele deixará de ter um passado discreto para se tornar outro personagem-chave da série. Isso se reflete na evolução de sua aparência, pois, enquanto nas mais antigas não apresenta uma aparência fixa, com a passagem dos quadrinhos caracterizou-se de forma mais estável como um homem careca com bigode voador de certa altura e corpulência, para finalmente terminar usando óculos e mudando para uma constituição pequena, em claro contraste com sua personalidade.
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Na verdade, o superior de Anacleto cumpre os cânones do líder tirânico e escravista que submeta seu funcionário a todo tipo de ordens arbitrárias e tratamentos degradantes. Muitas vezes sufre las consecuencias de la ineptitud de su agente secreto (golpes, explosiones y demás gags usuales en este tipo de tebeos) y, a cambio, aquél le suele enviar a todo tipo de misiones con los medios más paupérrimos posibles (bicicleta, patinete, autobuses decrépitos, etc.), y frecuentemente a lugares inverosímiles como el desierto de Gobi. No es extraño que el objetivo de las mismas sea lo más banal imaginable, aunque a menudo no queda sin venganza por parte de Anacleto. Tampoco duda en confiarle tareas de chico de los recados, para hastío del sufrido agente (quien, sobra decirlo, acostumbra a hacerlos mal).
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Conclusão e recomendações
Anacleto es un agente secreto que vive bajo la sombra de su despótico jefe y de su propia mala fortuna. De hecho, ante todo se puede concluir que es un gafe. No importa si la faceta que muestra es la de un espía incapaz o uno habilidoso y lleno de recursos, pues prácticamente en todas ellas termina mal.
La serieAnacleto, agente secreto(cuyas historietas son de las más largas, pues van desde las dos páginas a las seis, ocho o, en ocasiones, diez o más) es una de las más exitosas de la editorial Brugera, y, por lo tanto, de las mejor tratadas en cuanto a su publicación en revistas (hizo acto de aparición en Pulgarcito, Tío Vivo, DDT, Super Mortadelo, Mortadelo, etc., etc.) y en álbumes recopilatorios, aunque todos ellos a partir de principios de los 70 (siendo, por lo tanto, más raras sus primeras aventuras). De la época de Bruguera tenemos los de la colección Olé (números 41, 49, 69 y 74) e Alegres Historietas (números 7, 9, 13, 17, 19 y 23). También vieron la luz unos pocos álbumes en Ediciones B, en concreto los de la nueva colección Olé (números 2 y 5, ambos de 1993), así como un álbum dedicado a Anacleto en la Gran Enciclopedia del Cómic de Ediciones Bruch consagrada a Vázquez (#5, 1988).
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Más difícil es encontrar publicaciones recientes, pese a la oportunidad que podría haber supuesto la película homónima (aunque el planteamiento de ésta tampoco ayuda, como comentaré a continuación), pues los únicos ejemplos que conozco son los archimencionados Clásicos del Humor de RBA, además del número 9 de Super Humor Clásicos de Ediciones B publicado en 2009. La buena noticia es que este último todavía está en stock.
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Por último mencionaré la película Anacleto, agente secreto estrenada en 2015. Dirigida por Javier Ruiz Calderay protagonizada por Imanol Arias, da vida a un Anacleto maduro y con un hijo. Tanto a nivel cinematográfico como de adaptación deja mucho que desear. Aunque tiene algún guiño al cómic (la “cartuchera” de cigarros bajo el smoking que explica que siempre lleve un cigarro en la boca, su misión en el desierto y el hecho de que el propio Vázquez sea el villano de la historia, como ocurre en alguna de sus aventuras), el largometraje no tiene nada que ver con el estilo del cómic. Es bastante violento y sangriento, por lo que está lejos del público objetivo de los tebeos y los elementos pretendidamente humorísticos son un quiero y no puedo. Eso por no mencionar que el Anacleto de esta historieta es mucho más serio que el del tebeo y sólo “mete la pata” una vez en toda la película (si se puede considerar “meter la mata” a caer mal desde una altura en la que cualquiera podría acabar peor). Por lo tanto no es una recomendación; lo cuento como “desahogo” ante semejante bodrio.
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